 | Vânia Brandão Macedo Akegawa, 59 anos, é de Itajubá-MG, mas há muitos anos escolheu Ribeirão Preto para viver e constituir família. Casada, mãe de duas filhas, sempre foi dedicada ao lar e, mesmo assim, encontrou um tempo para ajudar o próximo. Foi em Ribeirão Preto, há cinco anos, que Vânia conheceu uma nova família – a ABRACCIA. Sem nunca deixar de lado o esposo, as filhas e a casa, a mineira estendeu as mãos para ajudar os pacientes da Associação. “Eu fiquei sabendo que a ABRACCIA estava precisando de voluntários e fui lá. Eu pesquisei, procurei conhecer a Entidade antes de ajudar, e vi que era uma Instituição seria, idônea, Sem saber como poderia contribuir, Vânia se ofereceu para ser voluntária da ABRACCIA. Mas ela nem imaginava que apenas dispondo de um tempo em benefício do próximo já estaria ajudando. Mesmo sem saber costurar, a voluntária passou a fazer parte da equipe da Oficina de Costura. “Na oficina eu fico nos bastidores, eu ajudo a puxar fio, linha, vou cortando as peças para adiantar para as costureiras, ajudo a arrematar as peças. E ajudo também fora da oficina, porque a ABRACCIA precisa muito; ajudo em bazares, feiras, chás beneficentes”, relata a voluntária. |
| | A Associação tem uma missão: ajudar os pacientes com câncer e seus familiares, hospedar e amparar, na Casa de Apoio, pessoas que são encaminhadas a Ribeirão Preto para serem tratadas. A Entidade fornece alimentação, transporte, medicamentos e um item fundamental para a recuperação do paciente: respeito ao direito a uma vida digna. Para tudo isso, a mão do voluntário é fundamental, pois é ele quem ajuda em Vânia – trabalho nos bastidores da Oficina de Costura todas as atividades da Instituição, sejam elas de profissionalização ou que tenham o objetivo de prover fundos em benefício dos pacientes. |
| | O Trabalho de um voluntário pode ser comparado ao de uma formiguinha: pequeno, lento e constante. E o principal é que as voluntárias têm uma qualidade que se observa em um formigueiro – a união. “A nossa turma é tão unida, tão homogênea, e o ambiente é tão agradável, que a atividade rende. E além de tudo fazemos amizades, trocamos experiências entre nós e com os pacientes”, comenta Vânia. E, para despertar o espírito de solidariedade na população, completa: “Cada pessoa, de alguma maneira, pode contribuir com o próximo, pode se empenhar. Não custa nada para quem doa, mas é um presente imenso para quem recebe nossa ajuda, seja dedicando tempo a alguma atividade, ou oferecendo uma palavra amiga”. |